Procede-se porem que este coração que acabo de vos apresentar encontrou outro coração que se encaixa perfeitamente a ele, mas devo alertar-lhes que este é um tipo de coração também muito difícil de lidar, difícil porque embora tenha certa fragilidade tem medo de admiti-la, este coração que agora vos falo é de pedra, bruta e por vezes fria esquecendo quão boa é a sensação de estar quente, mas ainda assim encaixava-se perfeitamente a parafina.
O que se sucedeu, embora ninguém possa ter absoluta certeza quanto à data, tudo que se sabe a respeito é que como não eram descartáveis estes corações resolveram se juntar para que um encaixa-se no outro, sendo assim perfeitos um para o outro, porem essa perfeição provocara no vale olhares curiosos e invejosos de outros coraçõeszinhos solitários que por ali habitavam, o que ocorrera depois foi que a todo custo tentaram separar aqueles dois corações de encaixe perfeito foi quando um brilhante cabeça oca ateou fogo sobre os corações, com o intuito de derreter a parafina para que esta fosse embora, porem como já lhes disse era mesmo um cabeça oca que o fizera e para sua surpresa a parafina agarrou-se a pedra dizendo que nada nunca poderia separa-las mesmo sobre a dor de estar derretendo, e esta dor cegou-a de um modo que não via o que estava fazendo, quando tudo se acalmou e todos puderam ver claramente o que acontecera: o cabeça oca frustrou-se pois sua tentativa de separar a pedra e a parafina só serviu pra que elas se unissem ainda mais, agora tínhamos uma pedra envolvida por parafina, o que podemos considerar, um só coração.
Duas almas, apenas um coração, Meu coração, teu! Teu coração, meu! A ordem agora já não tem importância.
*Qualquer semelhança com a realidade é mera 'coincidência'*