domingo, 6 de novembro de 2011
Eu quero equilíbrio, disciplina, eu queria ler mais, eu queria sair menos, eu quero ir embora pra sempre ou só até a semana acabar. eu queria saber amar, eu queria não desistir, eu queria tirar mais fotos, eu não queria ser ansiosa, eu não queria que meu coração fosse a mil quando apenas ouço seu nome, eu não queria sofrer, eu queria abraço, eu quero cafuné. Eu na verdade não sei o que quero, mas tudo que eu tenho agora é o final dessa garrafa de vinho e a lua torta e incompleta me olhando lá de fora e dizendo: descansa menina, a manhã já vem chegando e o dia é sempre longo pra quem tem um nó no peito.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
"... Não sei exatamente em que momento começei a despertar. Só sei que começei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais aprender a estar aqui a cada agora. Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma. Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade. Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos. Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. Que a fé é uma palavra curta que arrumamos para denominar a essa amplidão que é o nosso próprio poder."
domingo, 9 de outubro de 2011
Agora todos os medos haviam perdido totalmente o sentido. Agora as gargalhadas se tornaram mais intensas, as alegrias mais verdadeiras, as amizades mais fortes e os amores mais selecionados. Tudo porque houve mais uma daquelas loucas mudanças. A vida vai cuidando de traçar caminhos e encontros e eu vou tratando de cuidar de mim e de quem me faz bem. Vou sendo sincera e verdadeira. Me ocupando de tudo que me livre do caos interno. Nos meus olhos mora um brilho que só os sensíveis de alma conseguem ver. Aprendo que tudo é uma questão de equilíbrio, foco e respiração. Nunca esquecer de respirar e manter a minha base sempre preparada. O resto é variação e improviso.
Esse adeus estremece a minha vida.
Tive um sonho estranho, daqueles que faz a gente -até certo ponto- questionar a vida.
Sinto saudade, acho que não dá mais. Me destroi um pouquinho por dia. E não completa mais. Eu cansei de depender de alguém pra me completar. Quero me completar sozinha, e achar alguém que me transborde.
É estranho achar isso e ao mesmo tempo não conseguir ir embora. Porque só de você me olhar com carinha de saudade já compensa todas as coisas ruins. Mas aí você fica indecisa sobre ir pra balada ferver ou me dar atenção. E, me desculpa, mas eu não quero ser essa pessoa que só ganha atenção quando implora por ela. Cansei desse desespero por atenção. Então por favor, vai embora.
Eu vou terminar dizendo que você foi (e talvez sempre será) a pessoa mais importante da minha vida, que eu tive sonhos e fantasias de nós juntas pra sempre. E que eu vou sentir sua falta, mais do que já sinto. Mas eu to cansada de me alimentar com migalhas de afeto. EU PRECISO DE CARINHO. Eu vou sentir falta do seu colo, do seu sorriso e do seu mau humor e quando eu estiver bebada a primeira coisa que eu vou querer fazer vai ser voltar correndo pra você. Mas aí eu vou lembrar que a gente nunca vai dar certo, E que esse é o fim do circulo vicioso. Chega de reticencias, dois pontos e virgulas. E lembrarei também que o que tem que ser, tem muita força, talvez numa proxima encarnação? Aqui ou na China. Mas me perdoa, me perdoa por não conseguir dizer isso olhando nos teus olhos, esse adeus estremece a minha vida.
Sinto saudade, acho que não dá mais. Me destroi um pouquinho por dia. E não completa mais. Eu cansei de depender de alguém pra me completar. Quero me completar sozinha, e achar alguém que me transborde.
É estranho achar isso e ao mesmo tempo não conseguir ir embora. Porque só de você me olhar com carinha de saudade já compensa todas as coisas ruins. Mas aí você fica indecisa sobre ir pra balada ferver ou me dar atenção. E, me desculpa, mas eu não quero ser essa pessoa que só ganha atenção quando implora por ela. Cansei desse desespero por atenção. Então por favor, vai embora.
Eu vou terminar dizendo que você foi (e talvez sempre será) a pessoa mais importante da minha vida, que eu tive sonhos e fantasias de nós juntas pra sempre. E que eu vou sentir sua falta, mais do que já sinto. Mas eu to cansada de me alimentar com migalhas de afeto. EU PRECISO DE CARINHO. Eu vou sentir falta do seu colo, do seu sorriso e do seu mau humor e quando eu estiver bebada a primeira coisa que eu vou querer fazer vai ser voltar correndo pra você. Mas aí eu vou lembrar que a gente nunca vai dar certo, E que esse é o fim do circulo vicioso. Chega de reticencias, dois pontos e virgulas. E lembrarei também que o que tem que ser, tem muita força, talvez numa proxima encarnação? Aqui ou na China. Mas me perdoa, me perdoa por não conseguir dizer isso olhando nos teus olhos, esse adeus estremece a minha vida.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
É hora de ligar o som no maximo e esquecer todo o stress e o desmoronamento. Sim, este desmoronamento causado por mim mesma. Complexada demais pra entrar com certa ordem no que digo e sigo assim, jogando palavras no vento e machucando quem não devia ser machucada.Só porque to carente e preciso de um colo que ninguém dá. E que me mintam que vai ficar tudo bem, mintam até eu acreditar. E que me expliquem que são coisas da vida, que me permitam dizer foda-se, pelo simples prazer de falar um palvrão, só por falar. Pra fingir que não me importo. Pra expressar o meu desgosto por essa travessura do destino. pra expressar o meu desgosto por você longe de mim. Pra expressar o meu desgosto por cada segundo que perco de viver do teu lado, por essa distância maldita. Mas não quero e não gosto de pensar no que poderia ter sido e não foi, me doem essas ausências. Ausência minha na sua vida. E sua na minha. E juro que queria uma maneira de voltar no tempo, não pra reviver, só pra relembrar de como era antes, antes do primeiro fim. As nossas primeiras vezes, A primeira vez que entrei na sua casa, O primeiro beijo que te dei, A primeira vez que dividimos uma cama, ou aquele sete de setembro que eu não fui desfilar. Eu queria que você me mostrasse que vale a pena remar. Que por nós vale a pena. Mesmo que as vezes eu não saiba demonstrar o meu afeto, carinho, amor por você. Mesmo que eu tenha tacado o foda-se e tentado me enganar dizendo que esses sentimentos não existem, quando tudo que fiz nesse meio tempo de foda-se não foda-se foi sentir sua falta. Mesmo que eu seja um monstro estabanado e esquecido. Por favor, tenta provar pra mim que eu to errada quando penso que, de fato, não existe mais romance por aqui.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
DE REPENTE. me descobri assim, solitária.
Que foi devagarinho que você se foi e eu nem fiz questão de acompanhar, porque esperança já não tinha. E se é amor, prevalece. não é assim? Mas quem não gosta de samba boa gente não é. Então eu digo FODA-SE, em negrito, letras garrafais, caixa alto. Que é pra dar enfasê no sentimento que não tem. Porque nunca tem, NÃO É? Sempre foi assim, as pessoas não compartilham, sofrem no silêncio, ou nem sofrem. porque não é válido. E eu sei que eu to toda estranha e soando idiota, mas é assim. a vida é assim, é uma brisa. As vezes vendaval. Mas você nunca sabe, as vezes encontra amor em uma borboleta cruzando com você no corredor, as vezes você fica se enfeitando todo por uma coisa que só não é real, nem nunca vai ser. Porque nada é real. E quando é longe você nem liga, porque aí tem o amor, ou é paixão? AI ESSA PAIXÃO, que me atinga quando for capaz, pois meu rapaz, a vida é triste e solitária sem ela. A vida é triste de qualquer maneira. Mesmo depois de gritar alto aquela música velha, todas juntas, unissonoro, esse som, dá alegria, mas aí passa. Passa. E depois? é casa, porque provocam muito, mas tudo que eu consigo é não estar lá. é voltar pra casa. com um cigarro na orelha e os bolsos vazios, de dinheiro, de contatos, de esperanças. E UMA GARRAFA NA MÃO. Tudo que eu consigo é dizer: BASTA. Eu não estou satisfeita, e nem quero estar, pra que mudar o que demorou tanto tempo pra melhorar um pouquinho do nada que era antes? PRA QUE SER ASSIM, DE FICAR SE MACHUCANDO, sabendo que está! E AÍ, tem esses novos baianos tocando no fundo e tudo que eu consigo pensar é porque? porque de tudo, sabe? Porque não consigo aceitar que a vida sempre acaba, hoje ou amanhã, pra mim ou pra você, ou pra nós. Porque os fins tem de doer tanto? Porque simplismente não me conformo e sigo? tem sempre que ficar voltando e revivendo e remando e re-amando? E vivendo dessa coisa de saudade e não satisfação. E vivendo nessa coisa que nem sei se vale a pena. MAS AÍ ABRO A JANELA, e o sol nascendo, e uma vespa de itu me assusta, e mato e me sinto bem. Porque não é assim com os sentimentos? Se eu mato, tudo que eu sinto é culpa. sempre. Se são os outros que matam também a sinto, a culpa. Ou sei lá, o excesso. Ou a falta. E eu já perdi a minha linha de raciocínio a mil séculos atrás, ou talvez eu nunca os tenha dominado. Como esses sentimentos confunsos que passam por nós em momentos assim, de dor, solidão, e até de alegria. Porque a gente sabe, são passageiros. E quando passa, só nos resta pensar: O que virá depois?! OU DEIXAR VIR. Então que venham, venham todos, venha tudo. Só não se esqueçam, vai chegar o tempo que eu vou olhar e dizer: FODA-SE. porque eu to vazia, e isso doi tanto que tudo que eu quero é descontar nos outros.
Que foi devagarinho que você se foi e eu nem fiz questão de acompanhar, porque esperança já não tinha. E se é amor, prevalece. não é assim? Mas quem não gosta de samba boa gente não é. Então eu digo FODA-SE, em negrito, letras garrafais, caixa alto. Que é pra dar enfasê no sentimento que não tem. Porque nunca tem, NÃO É? Sempre foi assim, as pessoas não compartilham, sofrem no silêncio, ou nem sofrem. porque não é válido. E eu sei que eu to toda estranha e soando idiota, mas é assim. a vida é assim, é uma brisa. As vezes vendaval. Mas você nunca sabe, as vezes encontra amor em uma borboleta cruzando com você no corredor, as vezes você fica se enfeitando todo por uma coisa que só não é real, nem nunca vai ser. Porque nada é real. E quando é longe você nem liga, porque aí tem o amor, ou é paixão? AI ESSA PAIXÃO, que me atinga quando for capaz, pois meu rapaz, a vida é triste e solitária sem ela. A vida é triste de qualquer maneira. Mesmo depois de gritar alto aquela música velha, todas juntas, unissonoro, esse som, dá alegria, mas aí passa. Passa. E depois? é casa, porque provocam muito, mas tudo que eu consigo é não estar lá. é voltar pra casa. com um cigarro na orelha e os bolsos vazios, de dinheiro, de contatos, de esperanças. E UMA GARRAFA NA MÃO. Tudo que eu consigo é dizer: BASTA. Eu não estou satisfeita, e nem quero estar, pra que mudar o que demorou tanto tempo pra melhorar um pouquinho do nada que era antes? PRA QUE SER ASSIM, DE FICAR SE MACHUCANDO, sabendo que está! E AÍ, tem esses novos baianos tocando no fundo e tudo que eu consigo pensar é porque? porque de tudo, sabe? Porque não consigo aceitar que a vida sempre acaba, hoje ou amanhã, pra mim ou pra você, ou pra nós. Porque os fins tem de doer tanto? Porque simplismente não me conformo e sigo? tem sempre que ficar voltando e revivendo e remando e re-amando? E vivendo dessa coisa de saudade e não satisfação. E vivendo nessa coisa que nem sei se vale a pena. MAS AÍ ABRO A JANELA, e o sol nascendo, e uma vespa de itu me assusta, e mato e me sinto bem. Porque não é assim com os sentimentos? Se eu mato, tudo que eu sinto é culpa. sempre. Se são os outros que matam também a sinto, a culpa. Ou sei lá, o excesso. Ou a falta. E eu já perdi a minha linha de raciocínio a mil séculos atrás, ou talvez eu nunca os tenha dominado. Como esses sentimentos confunsos que passam por nós em momentos assim, de dor, solidão, e até de alegria. Porque a gente sabe, são passageiros. E quando passa, só nos resta pensar: O que virá depois?! OU DEIXAR VIR. Então que venham, venham todos, venha tudo. Só não se esqueçam, vai chegar o tempo que eu vou olhar e dizer: FODA-SE. porque eu to vazia, e isso doi tanto que tudo que eu quero é descontar nos outros.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Conhecemos alguém e nos apaixonamos
e quando nos separamos eles deixam marcas, para que lembremos de sua passagem.
Nossos amantes nos esculpem.
Eles nos definem, para o melhor ou para o pior.
Como num fliperama, colidimos com eles e seguimos na direção oposta, impulsionados pelo contato.
E após a separação, podemos ficar marcados.
Porém mais fortes
Ou mais frágeis,
Ou carentes,
Ou zangados,
Ou culpados.
Nunca é imutável.
Nossos amantes permanecem dentro de nós como fantasmas...
Assombrando corredores e quartos vazios.
Às vezes sussurando.
Às vezes gritando.
Invisíveis, mas..
Sempre ali.
Esperando.
e quando nos separamos eles deixam marcas, para que lembremos de sua passagem.
Nossos amantes nos esculpem.
Eles nos definem, para o melhor ou para o pior.
Como num fliperama, colidimos com eles e seguimos na direção oposta, impulsionados pelo contato.
E após a separação, podemos ficar marcados.
Porém mais fortes
Ou mais frágeis,
Ou carentes,
Ou zangados,
Ou culpados.
Nunca é imutável.
Nossos amantes permanecem dentro de nós como fantasmas...
Assombrando corredores e quartos vazios.
Às vezes sussurando.
Às vezes gritando.
Invisíveis, mas..
Sempre ali.
Esperando.
domingo, 31 de julho de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Poema do Silêncio
Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.
Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.
Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...
O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.
Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!
Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.
Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!
Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.
Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!
Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.
Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...
Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...
Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.
Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.
Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...
O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.
Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!
Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.
Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!
Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.
Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!
Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.
Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...
Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...
Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Eu conheço esse olhar...
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Ah não!, não me venha de novo com esse negócio de que...
Anônimo_Incógnito: É Ela...
O_Realista: ..."É Ela" pfff!
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Você tem a cara de pau de dizer isso com a mesma certeza das outras vezes?
Anônimo_Incógnito: Perdoe-me... Não se trata tanto da certeza... Mas é difícil conter a empolgação de ouvir novamente seu coração batendo perdidamente assim, quando você já não esperava ouvi-lo outra vez...
O_Realista: Não, não, isso tá errado!
Anônimo_Incógnito: ...?
O_Realista: Isso anda recorrente demais! Precisamos desenvolver melhor este conceito de "Ela"...
Anônimo_Incógnito: É um conceito que se desenvolve com o tempo... se aperfeiçoa em tentativas... ganha contornos mais precisos quanto mais se apura o toque... ganha textura mais detalhada quanto mais se aguça a sensibilidade pelo que lhe toca... faz-se cada vez mais raro, dispondo-se ao inesperado quando, cada vez mais, é mais do mesmo o que se vê... faz-se cada vez mais certo trocando expectativas por uma história...
O_Realista: ...
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Tá. E agora?
Anônimo_Incógnito: Agora é Ela...
O_Realista: Como as outras eram...
Anônimo_Incógnito: Ela é a menina mais linda do mundo...
O_Realista: As três últimas também eram...
Anônimo_Incógnito: Ela me proporciona sonhos acordados...
O_Realista: As duas últimas também proporcionaram...
Anônimo_Incógnito: Ela não faz o meu tipo... Por que mais eu me encantaria por uma menina que não faz o meu tipo...?
O_Realista: E isso foi o que você disse sobre a última.
Anônimo_Incógnito: Hum...
O_Realista: ...
Anônimo_Incógnito: Ela ainda não desistiu de mim...
O_Realista: Não desistiu de quê? De esperar ser salva por você?
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: ?
Anônimo_Incógnito: Bem... Tenho esperança que esta perceba que preciso ser tão salvo quanto Ela...
* ...e se disponha a isso, sem o mínimo receio... Então serei o "Ele" dela...
O_Realista: Eu conheço esse olhar...
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Ah não!, não me venha de novo com esse negócio de que...
Anônimo_Incógnito: É Ela...
O_Realista: ..."É Ela" pfff!
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Você tem a cara de pau de dizer isso com a mesma certeza das outras vezes?
Anônimo_Incógnito: Perdoe-me... Não se trata tanto da certeza... Mas é difícil conter a empolgação de ouvir novamente seu coração batendo perdidamente assim, quando você já não esperava ouvi-lo outra vez...
O_Realista: Não, não, isso tá errado!
Anônimo_Incógnito: ...?
O_Realista: Isso anda recorrente demais! Precisamos desenvolver melhor este conceito de "Ela"...
Anônimo_Incógnito: É um conceito que se desenvolve com o tempo... se aperfeiçoa em tentativas... ganha contornos mais precisos quanto mais se apura o toque... ganha textura mais detalhada quanto mais se aguça a sensibilidade pelo que lhe toca... faz-se cada vez mais raro, dispondo-se ao inesperado quando, cada vez mais, é mais do mesmo o que se vê... faz-se cada vez mais certo trocando expectativas por uma história...
O_Realista: ...
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: Tá. E agora?
Anônimo_Incógnito: Agora é Ela...
O_Realista: Como as outras eram...
Anônimo_Incógnito: Ela é a menina mais linda do mundo...
O_Realista: As três últimas também eram...
Anônimo_Incógnito: Ela me proporciona sonhos acordados...
O_Realista: As duas últimas também proporcionaram...
Anônimo_Incógnito: Ela não faz o meu tipo... Por que mais eu me encantaria por uma menina que não faz o meu tipo...?
O_Realista: E isso foi o que você disse sobre a última.
Anônimo_Incógnito: Hum...
O_Realista: ...
Anônimo_Incógnito: Ela ainda não desistiu de mim...
O_Realista: Não desistiu de quê? De esperar ser salva por você?
Anônimo_Incógnito: ...
O_Realista: ?
Anônimo_Incógnito: Bem... Tenho esperança que esta perceba que preciso ser tão salvo quanto Ela...
* ...e se disponha a isso, sem o mínimo receio... Então serei o "Ele" dela...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Consideração
Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa que você vai. Toda pessoa de cabelo cheio que entrava eu achava que era você. Assim como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema, dormindo. Virei uma caçadora de pessoas cacheadas. Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas. A dor numa caixinha embaixo dos meus pés e eu mais alta pra poder te abraçar sem dor, perto da sua nuca e por um segundo. Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Com sua eterna tristeza cheia de piadas afiadas. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago. E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. Os vasinhos. Os vasinhos coloridos da cozinha me matam. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. Uma saudade dos mil anos que passamos, ou das três semanas. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua ligação depois, quando me encontra. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. Finjo que aceito suas considerações mas é apenas pra ter novamente o segundo. Como o segundo do meu nariz na sua nuca quando consigo, por um segundo, te abraçar sem dor. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Escuta só essa, quando eu sinto que vou desabar eu ligo o som no máximo e tudo fica bem, porque os meus problemas não são problemas de verdade, é só sair dançando pela casa enquanto aquele vinil meio torto do dancing days gira na vitrola. Depois tem os fogos e a gente nem faz mais a contagem regressiva, a unica coisa regressiva é o numero de pessoas em casa nesta data, e os fogos nem trazem mais o êxtase que traziam, é só pólvora mesmo! Depois o céu fica cinza e esconde as estrelas. Aí a gente sai, encontra os amigos, volta pra casa miando de bêbado. Não tem muito o que ser contado de 1º de janeiro, o esquema é sempre o mesmo, o que muda são as pessoas, mas o círculo vicioso é encher a cara e fingir o equilíbrio que nenhum de nós tem. Mas tudo bem porque sempre haverá o outro dia, trazendo sol ou chuva, e aquela coisa que chamam de impulso vital. E haverá também novas cores, novos sabores, novas e velhas composições, as dores, os choros, os gritos, os risos e os amores. E todas aquelas coisas que fazem parte da vida e que fazem a gente ir de um fracasso ao outro sem perder o entusiasmo.
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