segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É hora de ligar o som no maximo e esquecer todo o stress e o desmoronamento. Sim, este desmoronamento causado por mim mesma. Complexada demais pra entrar com certa ordem no que digo e sigo assim, jogando palavras no vento e machucando quem não devia ser machucada.Só porque to carente e preciso de um colo que ninguém dá. E que me mintam que vai ficar tudo bem, mintam até eu acreditar. E que me expliquem que são coisas da vida, que me permitam dizer foda-se, pelo simples prazer de falar um palvrão, só por falar. Pra fingir que não me importo. Pra expressar o meu desgosto por essa travessura do destino. pra expressar o meu desgosto por você longe de mim. Pra expressar o meu desgosto por cada segundo que perco de viver do teu lado, por essa distância maldita. Mas não quero e não gosto de pensar no que poderia ter sido e não foi, me doem essas ausências. Ausência minha na sua vida. E sua na minha. E juro que queria uma maneira de voltar no tempo, não pra reviver, só pra relembrar de como era antes, antes do primeiro fim. As nossas primeiras vezes, A primeira vez que entrei na sua casa, O primeiro beijo que te dei, A primeira vez que dividimos uma cama, ou aquele sete de setembro que eu não fui desfilar. Eu queria que você me mostrasse que vale a pena remar. Que por nós vale a pena. Mesmo que as vezes eu não saiba demonstrar o meu afeto, carinho, amor por você. Mesmo que eu tenha tacado o foda-se e tentado me enganar dizendo que esses sentimentos não existem, quando tudo que fiz nesse meio tempo de foda-se não foda-se foi sentir sua falta. Mesmo que eu seja um monstro estabanado e esquecido. Por favor, tenta provar pra mim que eu to errada quando penso que, de fato, não existe mais romance por aqui.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

DE REPENTE. me descobri assim, solitária.
Que foi devagarinho que você se foi e eu nem fiz questão de acompanhar, porque esperança já não tinha. E se é amor, prevalece. não é assim? Mas quem não gosta de samba boa gente não é. Então eu digo FODA-SE, em negrito, letras garrafais, caixa alto. Que é pra dar enfasê no sentimento que não tem. Porque nunca tem, NÃO É? Sempre foi assim, as pessoas não compartilham, sofrem no silêncio, ou nem sofrem. porque não é válido. E eu sei que eu to toda estranha e soando idiota, mas é assim. a vida é assim, é uma brisa. As vezes vendaval. Mas você nunca sabe, as vezes encontra amor em uma borboleta cruzando com você no corredor, as vezes você fica se enfeitando todo por uma coisa que só não é real, nem nunca vai ser. Porque nada é real. E quando é longe você nem liga, porque aí tem o amor, ou é paixão? AI ESSA PAIXÃO, que me atinga quando for capaz, pois meu rapaz, a vida é triste e solitária sem ela. A vida é triste de qualquer maneira. Mesmo depois de gritar alto aquela música velha, todas juntas, unissonoro, esse som, dá alegria, mas aí passa. Passa. E depois? é casa, porque provocam muito, mas tudo que eu consigo é não estar lá. é voltar pra casa. com um cigarro na orelha e os bolsos vazios, de dinheiro, de contatos, de esperanças. E UMA GARRAFA NA MÃO. Tudo que eu consigo é dizer: BASTA. Eu não estou satisfeita, e nem quero estar, pra que mudar o que demorou tanto tempo pra melhorar um pouquinho do nada que era antes? PRA QUE SER ASSIM, DE FICAR SE MACHUCANDO, sabendo que está! E AÍ, tem esses novos baianos tocando no fundo e tudo que eu consigo pensar é porque? porque de tudo, sabe? Porque não consigo aceitar que a vida sempre acaba, hoje ou amanhã, pra mim ou pra você, ou pra nós. Porque os fins tem de doer tanto? Porque simplismente não me conformo e sigo? tem sempre que ficar voltando e revivendo e remando e re-amando? E vivendo dessa coisa de saudade e não satisfação. E vivendo nessa coisa que nem sei se vale a pena. MAS AÍ ABRO A JANELA, e o sol nascendo, e uma vespa de itu me assusta, e mato e me sinto bem. Porque não é assim com os sentimentos? Se eu mato, tudo que eu sinto é culpa. sempre. Se são os outros que matam também a sinto, a culpa. Ou sei lá, o excesso. Ou a falta. E eu já perdi a minha linha de raciocínio a mil séculos atrás, ou talvez eu nunca os tenha dominado. Como esses sentimentos confunsos que passam por nós em momentos assim, de dor, solidão, e até de alegria. Porque a gente sabe, são passageiros. E quando passa, só nos resta pensar: O que virá depois?! OU DEIXAR VIR. Então que venham, venham todos, venha tudo. Só não se esqueçam, vai chegar o tempo que eu vou olhar e dizer: FODA-SE. porque eu to vazia, e isso doi tanto que tudo que eu quero é descontar nos outros.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Conhecemos alguém e nos apaixonamos
e quando nos separamos eles deixam marcas, para que lembremos de sua passagem.
Nossos amantes nos esculpem.
Eles nos definem, para o melhor ou para o pior.
Como num fliperama, colidimos com eles e seguimos na direção oposta, impulsionados pelo contato.
E após a separação, podemos ficar marcados.
Porém mais fortes
Ou mais frágeis,
Ou carentes,
Ou zangados,
Ou culpados.
Nunca é imutável.
Nossos amantes permanecem dentro de nós como fantasmas...
Assombrando corredores e quartos vazios.
Às vezes sussurando.
Às vezes gritando.
Invisíveis, mas..
Sempre ali.
Esperando.