Se, ao menos eu pudesse reerguer a linha de meus olhos aos dela... E lhe garantir que, na linha dos meus olhos, Ela sempre estaria a salva... E eu o faria, se Ela não antecipasse seu olhar ao meu e me sorrisse ternamente, poupando-me da promessa vã...
Não sou herói do mundo dela, nem do meu próprio mundo...
@O livro sem nome - Anônimo incógnito.
domingo, 20 de setembro de 2009

Sentada sob a janela entreaberta eu fico a sentir o cheiro de jasmim invadir meu quarto, enquanto o sol se põe e sob minhas costas a noite cai, eu fico observando a fumaça encontrar tão aos poucos o móbile de estrelas, aquele mesmo que eu fiz pensando em ti, a fumaça o invade lentamente sem que isso seja algo ruim. Mais ao fundo tem um emaranhado de fios, eu sempre, sempre, sempre perco o foco e me descubro analisando-os, atentamente e sempre descubro que todos têm seu inicio e fim, mas o que prende minha atenção é sempre o emaranhado, eu sempre, sempre, sempre perco o foco no emaranhado. A fumaça ainda invade lentamente o espaço das estrelas perfumando o ar com jasmim recém floridas. A brisa lenta que invade o quarto embala as estrelas como uma mãe embala seu recém nascido, tranquila. O cheiro, esse cheiro, esse cheiro refresca minha memória, mas eu não quero lembranças. Agora não, tudo que eu quero agora é continuar aqui parada, pateta, ridícula, vazia, esperando que essa maldita fumaça me transmita alguma paz, do mesmo jeito que você costumava fazer.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
como se fosse
Como se fosse festa, como se fosse abril, como se fosse frio, como se fosse madrugada, como se fosse bom, como se fosse rápido, como se fosse um flash, como se fosse a primeira vez, como se fosse fácil simplesmente deixar pra lá, como se fosse fácil não apegar.
Como se fosse noite, como se fosse julho, como se fosse frio, como se fosse ontem, como se fosse bom, como se fosse uma decisão, como se fosse fácil, como se voltasse no tempo e pudesse fazer tudo de um novo jeito, do jeito certo, mesmo que certo e errado não existam.
Como se fosse dia, como se fosse janeiro, como se fosse férias, como se fosse hoje, como se fosse bom, como foi a primeira vez.
Como se pudesse simplesmente apagar esse dia e os que seguiram da memória sem que o que ocorreu deixasse algum rastro, uma marca profunda. Como se fosse madrugada, como se fosse janeiro, como se fosse férias como se fosse festa, como se fosse quente, como se fosse ruim, como se doesse, como se a lua estivesse cheia, como se aquele pedido fosse fazer alguma diferença, pra ela.
Como se fosse noite, como se fosse julho, como se fosse frio, como se fosse ontem, como se fosse bom, como se fosse uma decisão, como se fosse fácil, como se voltasse no tempo e pudesse fazer tudo de um novo jeito, do jeito certo, mesmo que certo e errado não existam.
Como se fosse dia, como se fosse janeiro, como se fosse férias, como se fosse hoje, como se fosse bom, como foi a primeira vez.
Como se pudesse simplesmente apagar esse dia e os que seguiram da memória sem que o que ocorreu deixasse algum rastro, uma marca profunda. Como se fosse madrugada, como se fosse janeiro, como se fosse férias como se fosse festa, como se fosse quente, como se fosse ruim, como se doesse, como se a lua estivesse cheia, como se aquele pedido fosse fazer alguma diferença, pra ela.
Assinar:
Postagens (Atom)