sexta-feira, 24 de abril de 2015
Sinal ou não sinal, é uma charada interpessoal. A poça d'Água tá ali, é individual demais o olhar, quando em um ponto escolho enxergar só a lama decantada e outrora vejo o reflexo do céu, das luzes e das estrelas. In di vi du al demais. É a velha história do olho do observador interferir no objeto observado.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Perdoa as minhas rimas pobres.
As horas escorrem nos ponteiros cansados dos relógios esquecidos pelo tempo, ter mais do que necessário não me seria ruim se não tivesse, mas tenho.
Ser, a questão, tudo aquilo que não quero. As paredes brancas roubam minhas ideias coloridas, me ser já não faz mais o mesmo sentido.
Sem
ti
dô.
E é o dó que vem sustenido, sem sentido. Brincar com as palavras, já que não brinco mais contigo. Eis o que me resta, eis o que me agrada.
Brincar com as palavras pela madrugada, o suor da solidão. Os textos desfigurados em minha cabeça não mais ficarão.
É no meu canto que me encanto com a falta de pranto. Pois já me foi o tempo dos espantos com tantos outros cantos.
Solo, restarei.
O sol na multidão transformando lama em poeira, não me queira.
A minha luta já é outra.
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